Abelhas nativas sem ferrâo : as Meliponas e as Trigonas
Há alguns anos estamos investindo nas técnicas de criação destas abelhas e incentivando as familias da zona rurale em criar abelhas nativas brasileiras sem ferrão.
Essa atividade se diferencia da apicultura clássica, que utiliza as abelhas “Apis” importadas da Europa e da África.
A criação das abelhas sem ferrão constitui a MELIPONICULTURA : esta atividade esta entre as poucas no mundo que possui quatre pilares da sustentabilidade humana : ela é econômica, social, ecológica e cultural.
Econômica :
Em 1 ou 2 anos o Meliponicultor recupera os investimentos realizados para implantação do Meliponário.
Desprovidas de ferrão, as abelhas nativas não picam, o que nos permite instalar as colméias próximas às casas e colher o mel, o pólen, o geopropolis etc, sem necessidade de fumigador e roupas especiais.
Social :
Vivemos em um pais onde existem as entre-safras agricolas e nestes periodos as familias podem se dedicar a arte de criar as abelhas indígenas e receber um bom lucro pela atividade.
As colméias menores e mais leves podem ser manipuladas facilmente por todos os membros da família e constituem farto material de observação e de estudos.
Ecológica :
Todo criador de abelhas precisa de grande diversidade de plantas por toda parte. Sendo assim, os Meliponicultores procuram conservar o meio ambiente.
Quem cria abelhas também luta contra o fogo e a destrução das florestas : o meliponicultor enxerga a necessidade de preservar as florestas pois elas fornecem a renda que sustenta a sua família.
Cultural :
Os produtos das abelhas indígenas fazem parte da cultura do povo brasileiro e estam presentes nas músicas, poesias, contos e ainda na medicina popular e tradicional.
Todas estas abelhas exercem um importante papel na dinâmica do processo da polinização de todos os tipos de vegetais : ao se movimentar sobre as flores em busca de pólen, as abelhas promovem a fertilização das plantas, assegurando a sua multiplicação e perpetuação.
A Nordesta Reflorestamento & Educação já proporciou cursos em 12 Estados brasileiros e proporcionou ajuda e fornecimento de material e colmeias para 150 famílias nos Estados de :
Acre (Seringueiros)
Alagoas (Quebrangulo)
Amazonas (6 tribos de indios ao longo dos Rios Içana e Rio Negro)
Bahia (Santa Brigida)
Maranhão (Alto Parnaíba : CDPar, Fazenda Genebra e Morrinhos)
Mato Grosso (Poconé)
Minas Gerais (Arcos, Vargem Bonita, mais 12 Municipios e 5 comunidades)
Para (Belterra e Santana de Araguaia)
Pernambuco (Lagoa do Ouro e Aguas Belas)
Piaui (Gilbués e Santa Filomena)
Sergipe (Capela e Aracaju)
Tocantins (7 comunidades do Jalapão e Caseara)